Ajudar antes de julgar, um exercício diário.

Como você lida  quando alguma coisa acontece com seu filho(a)? Esse é o tema desse post. Essa coisa a que eu me refiro é um conjunto muito extenso de atividades, como: quebrar algo na casa de vocês, voltar machucado sem motivo aparente, enfiar o dedo em algum lugar, talvez ter sumido com algo da casa etc.

Enquanto estava lendo o livro No Drama Discipline, um dos tópicos que mais me chamou atenção foi o de empatia com nossas miniaturas de pessoas. Só que ser empático, pelo menos para mim, é um exercício que preciso praticar todos os dias. Você não aperta um botão e, de repente, consegue se colocar no lugar de todo mundo e tentar sentir exatamente o que a outra pessoa está sentindo. Mesmo que essa outra pessoa seja seu filho.

Por outro lado, eu não preciso ser empático para sempre estar aberto para primeiro ajudar e só depois, se houver necessidade, fazer algum julgamento e aí tentar explicar algo. Essa foi uma ideia que eu fiquei construindo na minha cabeça durante todo o tempo que Larissa estava grávida. Não importa o barulho que eu ouvir, o que for quebrado, nem o tipo de machucado, eu sempre vou tentar ajudar Betinho. Sem julgamento, sem nada, apenas estar ali para colaborar.

Acho isso importante porque com o passar do tempo nós vamos formando opiniões. Que atire a primeira pedra quem nunca associou um evento a uma pessoa! O filho “traquino” está no quarto, alguma coisa quebra e a gente já pensa: vixe, ele já aprontou uma lá no quarto. Outra situação é a de uma criança que cai, toma um susto, mas não machuca nada, de todo jeito ela começa a chorar… Vem o pai/mãe e fala: não precisa chorar, não foi nada. Para que esse choro? Mas veja só, você gosta que alguém controle seu choro?

Para evitar todas essas situações é que eu sempre tento deixar na minha cabeça que primeiro eu devo ajudar, entender e, só depois, e as vezes beeem depois, é que eu vou conversar sobre o acontecido. Aqui em casa isso tem funcionado bem :). Não é fácil, mas acho que está sendo uma experiência bem legal, inclusive que eu tenho tentado levar para a vida dos adultos mesmo.

Uma história, que demonstra um pouco do que eu tentei passar, é contada neste post escrito por uma mãe que se viu numa situação em que a filha se machucou e começou a chorar por medo da bronca que estava por vir, pasmem! Isso ligou um sinal na cabeça dela de que ela deveria mudar um pouco o jeito que abordava essas situações. Quer compartilhar outra história, posta aqui também :).

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Autor: Alberto Souza

Desenvolvedor e Instrutor pela Caelum.

Uma consideração sobre “Ajudar antes de julgar, um exercício diário.”

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